ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações
Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSPArquivo de Arquivo – CA 808 – Catálogo da exposição VIDEO ART USA
VIDEO ART USA
Douglas Davis explora ao mesmo tempo o medo latente desse meio frio de comunicação e a sua natureza como meio de comunicação individual (ao invés de comunicação com um fictício público em massa).
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 12. CA080
1975
VIDEO ART USA
Em um ensaio escrito em 1965, Nam June Paik observou que a “arte cibernetizada é muito importante, porém arte para a vida cibernetizada é ainda mais importante; contudo a vida não precisa ser cibernetizada”. Com seus múltiplos interesses, como Zen, cibernética, composição musical e uma política global dedicada à sobrevivência e à mudança, Paik literalmente abriu a picada para toda uma geração de artistas.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 12. CA080
1975
VIDEO ART USA
Douglas Davis ataca especificamente os conceitos vigentes sobre a passividade do expectador em relação tanto à televisão como à arte em geral.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 12. CA080
1975
Acerca da obra Austrian Tapes, do artista.
VIDEO ART USA
O desempenho do artista, a instalação escultural e a produção de um videotape fazem todos parte integrante da obra.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 11. CA080
1975
Acerca da obra Lip Sync de Bruce Nauman
VIDEO ART USA
Em Lip Sync, um dos filmes mais antigos na presente exposição, Bruce Nauman, à semelhança de Acconci, fez uso de seu próprio corpo como matéria prima para criação de uma gestalt, numa tentativa de vincular a tradição escultural dos aspectos fenomenológicos da dança de vanguarda e de trabalhos congêneres, relacionados com a movimentação do corpo.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080
1975
VIDEO ART USA
Um dos “poetas concretistas” de Nova York no início da década de 60, Vito Acconci passou a gozar de maior fama através de suas peças de caráter acentuadamente pessoal, batizadas, na época, de “arte corporal”. O uso desenfreado de material autobiográfico, em forma estilizada e a exploração quase violenta do próprio corpo tem exercido forte influência tanto sobre suas apresentações ao vivo como sobre suas instalações esculturais.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080
1975
VIDEO ART USA
O video tem tido uma das suas aplicações mais interessantes na prolongação e intensificação da experiência de uma apresentação ao vivo.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 9. CA080
1975
VIDEO ART USA
(…) A maioria dos trabalhos expostos consiste de videotapes, a modalidade de arte do video mais portátil e mais prática do ponto de vista técnico. A seleção de tapes exibidos abrange uma variedade incrível de atitudes, formas e estilos, evidenciando a extraordinária vitalidade do video como instrumento de criação.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 9. CA080
1975
VIDEO ART USA
O trabalho com video que atualmente se faz nos Estados Unidos pode ser dividido, grosso modo, em três categorias principais: vários tipos de videotape, apresentações ao vivo com o concurso do video, quer diretamente, quer como acessório do trabalho, e construções esculturais. Infelizmente, porém, a distinção nítida entre essas categorias torna-se menos precisa, pelo fato de que muitos trabalhos contém elementos de mais de uma categoria(…).
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 9. CA080
1975
David A Ross
Até 1965, os instrumentos do campo da televisão eram usados quase que exclusivamente pelas grandes firmas e pelos grandes partidos políticos para efetuar a transmissão unidirecional de informação previamente elaborada, nenhuma possibilidade havendo de que os mesmos instrumentos e o mesmo sistema de transmissão fossem usados para comunicações que viessem ao encontro das necessidades do indivíduo. A “revolução da meia polegada” abriu a possibilidade de se utilizarem sistemas de distribuição descentralizados adaptados às necessidades de minorias numa sociedade pluralista, como, por exemplo, a televisão à cabo. Essa revolução também ampliou extraordinariamente o potencial do vídeo como um meio para a produção de arte.
Mais ou menos naquela mesma época, as atividades do grupo Fluxus e os happenigs organizados por artistas como Kaprow , Oldenburg e Dine, iam contribuindo para uma atitude mais aberta com relação a obras interdisciplinares e salientando a necessidade de uma arte mais informada pela cultura e mais capaz de informá-la.
David A Ross, pg 6. CA080
1975
David A Ross
Qual é o significado da expressão arte do video? A melhor definição talvez seja: qualquer trabalho de arte que abranja materiais próprios ao video, tais como câmeras e aparelhos de televisão, equipamento para filmar ou projetar videotapes e um grande número de aparelhos para reprodução da imagem, ou seja, sistemas de televisão em geral.
David A Ross, pg 5. CA080
1975
David A Ross
O fato de que um número cada vez maior de artistas nos Estados Unidos vir trabalhando com os meios de produção para a televisão continua a causar perplexidade não só entre os críticos como também no público em geral.
David A Ross pg 5. CA080
1975
Jack Boulton
Ao reorganizar a contribuição dos Estados Unidos à VIDEO ART, a fim de ser exposta na América Latina, procurei aderir tanto quanto possível à nossa concepção original: mostrar a variedade de opções exploradas pelos artistas que estão trabalhando com o video e reconhecer a relação que existe entre esses depoimentos estéticos pessoais e o macro-sistema gigantesco da televisão comercial.
Jack Boulton, pg 3. CA080
1975
Jack Boulton
Historicamente, a primeira vez que o video foi apresentado no contexto das “belas artes” foi como escultura.
Jack Boulton, pg 3 CA808
1975
Jack Boulton
São três tipos de videotapes incluídos na exposição: aqueles de orientação sociológica, que documentam ou revelam certos aspéctos da nossa vida nacional, ou quais são ignorados ou tocados apenas superficialmente pela televisão comercial; que se concentram na pesquisa e manipulação das complexidades do potencial eletronico do meio e, finalmente, aqueles refletindo o período pós-arte mínima, os quais são utilizados pelos artistas para explorar ou transmitir preocupações estéticas de um teor mais amplo. Finalmente, a fim de chamar a atenção para a continuidade que existe entre a televisão regular e o video como arte, incluímos também, além do trabalho de colagem de Telethon, a obra de Ernie Kovacs que escrevia, dirigia e interpretava seus próprios programas(…).
Jack Boulton, pg 3 CA808
1975
Acerca da curadoria da exposição VIDEO ART USA
Jack Boulton
A outra é de autoria de Peter Campus, escultor do período da pós-arte mínima, o qual se utiliza do video como instrumento de uma exploração altamente sofisticada e cerebral da natureza da percepção.
Jack Boulton, pg 3 CA808
1975
Acerca de obra presente na exposição VIDEO ART USA
Jack Boulton
Ela incorpora o videotape num contexto escultural, enaltecendo, de maneira superlativa, a capacidade que o video tem de fundir culturas e povos diferentes numa aldeia global!”
Jack Boulton, pg 3 CA808
1975
Acerca de obra de Nam June Paik presente na exposição VIDEO ART USA