ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações

Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSP

Arquivo de Autor – Wesley Duke Lee

Wesley Duke Lee

[Falando da época de Luiz XV] Tinha um barco com uma equipe de marinheiros venezianos fixa, que montava todo dia  o barco e velejeva, fazia a viagem e voltava. Todo dia a mesma viagem. Se de repente você passa na janela, tem um barco passando. Então, janela para eles era outro conceito também, é um quadrinho vivo do mundo. Não é como hoje, os arquitetos modernos não sabem nada pra que serve a janela. Então, isto tudo você pensa, vai lentamente desembocar na performance. Então é uma história mais comprida, mais sutil. E estão faltando dados para você estudar e para os que querem fazer… Eles estão achando que é uma coisa contemporânea e não é uma coisa contemporânea. Ela tem uma grande tradição.

Wesley Duke Lee    p.3 e 4. TR 2024

1985

Wesley Duke Lee

Então, muitos dos nossos contemporâneos aqui não se deram o trabalho e querem se meter numa coisa sem ter o mínimo de informação. E o grande descrédito que a arte contemporânea tá atravessando é a profunda falta de informação nos caras que estão atuando. A única coisa que eles tem como certo é o poder divino imbuído porque ele é artista. Aquela mão dele é sagrada, qualquer merda que ele pega, vira arte. E isso é um desvio da proposta de Duchamp, que como ela é muito fina, se você não pega, você cai no buraco, que é onde está todo mundo caindo. Ele conseguiu voar. O resto caiu tudo. A gravidade pegou. A dupla gravidade, a da lei e a da seriedade. Pegou e puxou. Então isso é que ta dando essa coisa que não serve pra nada.

Wesley Duke Lee    p.4. TR 2024

1985

Wesley Duke Lee

Arte é uma coisa feita. Envolve uma metafísica, que é uma coisa pra além da “phisis” do mundo, além da física.

Wesley Duke Lee p.4. TR 2024

1985

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