ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações
Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSPArquivo de Autora – Sonia Salzstein
Sonia Salzstein
Pretendo significar por experimental todos os eventos artísticos que tenham por objetivo a criação de linguagens alternativas, desvinculadas dos códigos manipulados e sempre manipuláveis do sistema da arte oficial, e que tragam subjacente à sua concepção a discussão da própria natureza da arte.
Sonia Salzstein p.1. DT 1834
1978
Sonia Salzstein
Vanguarda, entre outras coisas, também significa, segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, “a parcela mais avançada de qualquer grupo social”.
Sonia Salzstein p. 1 e 2. DT 1834
1978
Sonia Salzstein
(…) artista e obra aqui no Brasil devem lutar contra a corrente grossa de comerciantes semi-ignorantes que são os marchands (fato que implica na inexistência de um eventual apoio da entidade privada à produção de vanguarda (…); contra a carência de espaços públicos e privados(…); contra a inexistência de qualquer núcleo aglutinador voltado para a pesquisa em arte (…) e enfim a própria ausência de uma entida de artistas em torno das mesmas preocupações e objetivos.
O saldo, portanto, da arte experimental no Brasil atualmente, deve ser o remanescente débil dessas adversidades.
Sonia Salzstein p. 2 e 3. DT1834
1978
Sonia Salzstein
MITOS VADIOS é a réplica vagabunda da vernissage. É impossível querer compreender os trabalhos isoladamente – aquilo era uma quermesse, uma feira, mas sempre lúcida quanto ao fato de ser uma contraposição frontal aos rituais burocráticos da arte. Os panfletos distribuídos (“toda arte remete à cultura, não à natureza”; “o mercado da arte é o preservativo da criação”) implicam numa reconceituação do próprio ato de panfletar. Panfletar a arte, e não arte panfletária, por que não?
Sonia Salzstein p. 5 . DT 1834
1978