ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações

Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSP

Arquivo de corpo

Roberto Bicelli

A performance acaba sendo extremamente estimulante e é isso que o artista quer no fundo. No fundo o artista quer estimular as pessoas para elas transformarem a vida, transformarem o cotidiano numa obra de arte. Neste sentido, eles transformam o próprio corpo numa obra de arte, o próprio espaço numa obra de arte e, portanto, a consciência do público também é tomada por essa obra de arte. A maneira do público interagir com isso é se tornar artista também.

Roberto Bicelli, p.14, TR 2021

1985

Ivald Granato

Na performance você pode reunir a música, a dança, é claro que pode, ela pode reunir tudo. Mas o mais interessante é você soltar o seu espírito criativo dentro dela, como ela falou [uma moça do público], eu acho que performance pode ter uma utilidade no seu trabalho, na sua atividade, te deixar mais livre. Eu acredito que a performance na minha vida foi muito importante, pra minha pintura. A minha pintura evoluiu, mas evoluiu muito com a performance, porque tem mais leveza pro corpo, a pintura sai mais solta, ficou melhor.

Ivald Granato p. 15. TR2507

1984

Lygia Arcuri Eluf

Nos dois últimos anos da década de 60 e no início da seguinte, a performance refletiu a rejeição da arte conceitual aos materiais tradicionais como tela, pincel, carvão, etc. Os performers utilizavam o próprio corpo como material.

Lygia Arcuri Eluf, p.31, DT 3604.

1987

QUE ARTE É ESSA?

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QUE ARTE É ESSA?

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Lygia Arcuri Eluf

A transcrição metódica de Schlemmer de um meio para o outro: ele mudava da superfície bidimensional para a plástica (relevos e esculturas) e para uma arte plástica do corpo humano.

Lygia Arcuri Eluf  pág 12, DT 3604.

1987

Wolf Vostell

O artista não age mais somente diante do público, mas com o público. Isto é, as obras de arte, sejam música, ambientes ou ações, são vivas. É um ponto totalmente crucial, segundo Picasso. A arte vive e toma forma por um instante, identifica-se ao sistema nervoso do ser humano. Somente a partir do fluxos todos os sentidos e o corpo são envolvidos.

Wolf Vostell – Catálogo geral 17ª Bienal de São Paulo. pg 319. DT3599

1983

VIDEO ART USA

Em Lip Sync, um dos filmes mais antigos na presente exposição, Bruce Nauman, à semelhança de Acconci, fez uso de seu próprio corpo como matéria prima para criação de uma gestalt, numa tentativa de vincular a tradição escultural dos aspectos fenomenológicos da dança de vanguarda e de trabalhos congêneres, relacionados com a movimentação do corpo.

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080

1975

VIDEO ART USA

 Um dos “poetas concretistas” de Nova York no início da década de 60, Vito Acconci passou a gozar de maior fama através de suas peças de caráter acentuadamente pessoal, batizadas, na época, de “arte corporal”. O uso desenfreado de material autobiográfico, em forma estilizada e a exploração quase violenta do próprio corpo tem exercido forte influência tanto sobre suas apresentações ao vivo como sobre suas instalações esculturais.

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080

1975

Aguilar

Interessante que o video, além de ser a arte do olho, a arte de ver, a arte de ver não o convencional, mas a arte de descobrir  você mesmo através de sua visão de mundo, leva para um determinado tipo de ação corporal. (…) Então, vários artistas que utilizam esta mídia, esta linguagem, eles realmente fazem parte principalmente de um contexto de performance, eles realizam performances, eles realizam atos através do corpo (…).

Aguilar, pg 1 – FT0491

1980

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