ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações

Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSP

Arquivo de escultura

Lygia Arcuri Eluf

A idéia de “escultura social” [de Joseph Beuys] consistia de cansativas discussões em grandes reuniões de pessoas de vários contextos; era um significado primário para propagar a definição da arte através da atividade de especialistas. Os artistas executariam a “escultura social” que deveria mobilizar a criatividade latente de cada indivíduo.

Lygia Arcuri Eluf,   p.26, DT 3604.

1987

QUE ARTE É ESSA?

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Lygia Arcuri Eluf

A transcrição metódica de Schlemmer de um meio para o outro: ele mudava da superfície bidimensional para a plástica (relevos e esculturas) e para uma arte plástica do corpo humano.

Lygia Arcuri Eluf  pág 12, DT 3604.

1987

Wolf Vostell

Os fenômenos que descrevemos aparecem pela primeira vez em nossa geração como prodígios. Senão, como poderia eu ter interpretado o aparelho da televisão como escultura, o acidente de carro como fato esculpido?

Wolf Vostell – Catálogo geral 17ª Bienal de São Paulo. pg 320. DT3599

1983

Wolf Vostell

Assim como no começo do século, a escultura africana desencadeou o cubismo, sem dúvida uma parcela dos grupos de happenig foi exposta à influência dos ritos africanos ou asiáticos, ou ao budismo e ao zen. De minha parte, repartiria essas duas influências equitativamente.(…) Nos anos 50, vi muitos filmes em Paris sobre os rituais da África e da América do Norte. Rituais estes em que o homem se apropria do mundo. (…)

Wolf Vostell – Catálogo geral 17ª Bienal de São Paulo. pg 319/320. DT3599

1983

Cacilda Teixeira da Costa

Paik e Vostell compreenderam muito rápido que liberando a imagem da TV dos limites da tela seria possível alcançar formas inesperadas e sedutoras de uma nova estrutura própria da era eletrônica. As videoesculturas de Paik são as primeiras videoinstalações.

Cacilda Teixeira da Costa, p.6, TR 2130

1990

VIDEO ART USA

Em Lip Sync, um dos filmes mais antigos na presente exposição, Bruce Nauman, à semelhança de Acconci, fez uso de seu próprio corpo como matéria prima para criação de uma gestalt, numa tentativa de vincular a tradição escultural dos aspectos fenomenológicos da dança de vanguarda e de trabalhos congêneres, relacionados com a movimentação do corpo.

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080

1975

VIDEO ART USA

O trabalho com video que atualmente se faz nos Estados Unidos pode ser dividido, grosso modo, em três categorias principais: vários tipos de videotape, apresentações ao vivo com o concurso do video, quer diretamente, quer como acessório do trabalho, e construções esculturais. Infelizmente, porém, a distinção nítida entre essas categorias torna-se menos precisa, pelo fato de que muitos trabalhos contém elementos de mais de uma categoria(…).

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 9. CA080

1975

Jack Boulton

Historicamente, a primeira vez que o video foi apresentado no contexto das “belas artes” foi como escultura.

Jack Boulton, pg 3 CA808 

1975

Jack Boulton

A outra é de autoria de Peter Campus, escultor do período da pós-arte mínima, o qual se utiliza do video como instrumento de uma exploração altamente sofisticada e cerebral da natureza da percepção.

Jack Boulton, pg 3 CA808 

1975

Acerca de obra presente na exposição VIDEO ART USA

Lygia Arcuri Eluf

Manifestos e performances tem sido, desde os futuristas até hoje, a expressão dos discidentes que tentam encontrar outros meios de avaliar a experiência da arte no cotidiano, e suas relações com a cultura. Por essa razão, sua base tem sido quase sempre anárquica, e ainda mais através de sua própria natureza, a performance desafia uma definição precisa ou fácil, que fica sempre além da simples afirmação de que é “arte viva feita pelos artistas” (Roselee Goldberg). Qualquer outra definição mais rígida anularia a possibilidade de existência da própria performance, pois ela engloba livremente um grande número de referêcias tais como literatura, comunicação visual, cinema, teatro, dança, música, arquitetura, (…), pintura, escultura e fantasia. Pode-se dizer que nenhuma forma de expressão artística tenha um âmbito tão sem limites. Cada performer cria seu próprio processo, com sua definição e a maneira de execução próprias. De manifestos que acompanham grande parte desse trabalho, estabelecem uma ‘moldura’ e uma visão utópica de uma arte abrangente, que nenhuma pintura, escultura ou qualquer outra forma  de manifestação artística pode desejar conseguir por si só.

Lygia Arcuri Eluf, pg 2 e 3. DT3604

pesquisa finalizada em 1987

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