ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações

Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSP

Arquivo de exploração

Walter Zanini

No Brasil, a linguagem do video tem sido geralmente uma ação programada pelo artista, valendo-se do sistema portátil de 1/2 polegada. Performances de auto-análise, intervenções na tela do televisor, análises das condições de vivência do meio e ainda registros de atividades conceptuais que exploram o espaço/tempo do video assinalam uma parte essencial desse processo.

Walter Zanini – I encontro internacional de Videoarte de São Paulo. CA810

1978

Walter Zanini

Constata-se [na videoarte] a predominância da exploração visual na Europa, as múltiplas investigações da realidade nos EUA, favorecidas pelo seu hardware e uma idiossincrasia de elementos narrativos (ênfase no discurso verbal) nas vanguardas canadenses. Nos Brasileiros e outros latino-americanos, observam-se interesses tanto no que diz respeito a ideários estruturais quanto (principalmente) no que se refere a abordagens de problemas de conteúdo, onde se sobressaem os de natureza sócio-cultural, em ambos se situando a própria crítica da televisão e sua força de impacto em largos extratos de população culturalmente desamparadas. Estas diferenciações não podem obviamente se configurar em termos absolutos (…).

Walter Zanini – I encontro internacional de Videoarte de São Paulo. CA810

1978

Walter Zanini

O campo especulativo do video mistura-se com a substancialidade da TV na exploração da realidade. Mas sua problemática inverte o que passou a ser a necessidade condicionada de consumo do telespectador, ou descerra campos insuspeitados e imprevistos à utilização do tubo de raios catódicos. Suas origens estão sensivelmente na compreensão da arte enquanto fenômeno acoplado à existencialidade, da arte enquanto um processo de atividade e, portanto, não mais conduzida pela exigência física da produção de um objeto, da arte que se pressupõe como um sistema colocado na perspectiva dos meios mais válidos da comunicação do presente (…).

Walter Zanini – I encontro internacional de Videoarte de São Paulo. CA810

1978

VIDEO ART USA

Douglas Davis explora ao mesmo tempo o medo latente desse meio frio de comunicação e a sua natureza como meio de comunicação individual (ao invés de comunicação com um fictício público em massa).

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 12. CA080

1975

VIDEO ART USA

 Um dos “poetas concretistas” de Nova York no início da década de 60, Vito Acconci passou a gozar de maior fama através de suas peças de caráter acentuadamente pessoal, batizadas, na época, de “arte corporal”. O uso desenfreado de material autobiográfico, em forma estilizada e a exploração quase violenta do próprio corpo tem exercido forte influência tanto sobre suas apresentações ao vivo como sobre suas instalações esculturais.

Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080

1975

Jack Boulton

Ao reorganizar a contribuição dos Estados Unidos à VIDEO ART, a fim de ser exposta na América Latina, procurei aderir tanto quanto possível à nossa concepção original: mostrar a variedade de opções exploradas pelos artistas que estão trabalhando com o video e reconhecer a relação que existe entre esses depoimentos estéticos pessoais e o macro-sistema gigantesco da televisão comercial.

Jack Boulton, pg 3. CA080

1975

Jack Boulton

São três tipos de videotapes incluídos na exposição: aqueles de orientação sociológica, que documentam ou revelam certos aspéctos da nossa vida nacional, ou quais são ignorados ou tocados apenas superficialmente pela televisão comercial; que se concentram na pesquisa e manipulação das complexidades do potencial eletronico do meio e, finalmente, aqueles refletindo o período pós-arte mínima, os quais são utilizados pelos artistas para explorar ou transmitir preocupações estéticas de um teor mais amplo. Finalmente, a fim de chamar a atenção para a continuidade que existe entre a televisão regular e o video como arte, incluímos também, além do trabalho de colagem de Telethon, a obra de Ernie Kovacs que escrevia, dirigia e interpretava seus próprios programas(…).

Jack Boulton, pg 3 CA808 

1975

Acerca da curadoria da exposição VIDEO ART USA

Jack Boulton

A outra é de autoria de Peter Campus, escultor do período da pós-arte mínima, o qual se utiliza do video como instrumento de uma exploração altamente sofisticada e cerebral da natureza da percepção.

Jack Boulton, pg 3 CA808 

1975

Acerca de obra presente na exposição VIDEO ART USA

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