ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações
Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSPArquivo de instalação
Walter Zanini
A abordagem do video, desde a década passada, vem sendo realizada pelos artistas ao menos em três áreas distintas:
1) pela manipulação técnica do fluxo de imagens eletrônicas convertidas em significantes “abstratos”;
2) pelo tratamento do VT como elemento de instauração ambiental;
3) pelas virtualidades que oferece à atividade do produtor na percepção da realidade enquanto fenômeno auto-expressivo e/ou social.
Walter Zanini – I encontro internacional de Videoarte de São Paulo. CA810
1978
Cacilda Teixeira da Costa
As instalações de video ficaram cada vez mais complexas e constituem certamente a possibilidade mais rica que se oferece hoje aos artistas que trabalham com video no circuito de galerias e museus. Essas instalações, quando elas realmente estão bem realizadas, quando elas têm arte, quando elas servem como meio de alguma coisa, têm um significado (…), elas estabelecem um diálogo entre espaço e tempo em todos os aspectos (a luz, o som, a cor), as possibilidades diferentes de percepção da imagem se integram. A instalação não é o que mostra o video nem é o que você ouve, mas seria você conseguir uma integração entre todos esses aspectos e, principalmente, essa possibilidade diferente da percepção.
Cacilda Teixeira da Costa, p.11, TR 2130
1990
Cacilda Teixeira da Costa
Paik e Vostell compreenderam muito rápido que liberando a imagem da TV dos limites da tela seria possível alcançar formas inesperadas e sedutoras de uma nova estrutura própria da era eletrônica. As videoesculturas de Paik são as primeiras videoinstalações.
Cacilda Teixeira da Costa, p.6, TR 2130
1990
Cacilda Teixeira da Costa
O tempo do video é uma coisa decidida pelo artista. É uma coisa que causava imensa inquietação e muitas vezes tédios que viraram folclore: o tédio da videoarte. Na verdade, isso é um pouco da inexperiência dos artistas que vinham das artes plásticas e não tinham temperamento do uso do tempo. Então, faziam videos muito longos. (…) Uma forma que os artistas descobriram para contornar esse problema do tempo foi com a videoinstalação. (…) O tempo é um dos dados fundamentais da videoinstalação.
Cacilda Teixeira da Costa, p.3-4, TR 2130
1990
Cacilda Teixeira da Costa
Esses artistas [do video] se expressavam dentro algumas linhas principais: a significação abstrata, quer dizer, eles usavam meios eletrônicos, tecnológicos, etc. para pesquisar uma imagem abstrata de video de televisão. Uma outra tendência era a documentação, auto-expressiva e social, quer dizer, eles faziam performances que eram registradas em video e eles apresentavam como trabalho de video, mas na maioria das vezes eram performances e instalação ambiental que é o que hoje nós chamamos instalações de video.
Cacilda Teixeira da Costa, p.2, TR 2130
1990
Cacilda Teixeira da Costa
As instalações de video que estão interessando para vocês agora derivam da chamada videoarte, ou seja, o videotape usado por artistas como meio para expressão de sua arte. Começou no final dos anos 50 com Nan June Paik e Wolf Vostell.
Cacilda Teixeira da Costa, p.1, TR 2130
1990
VIDEO ART USA
O desempenho do artista, a instalação escultural e a produção de um videotape fazem todos parte integrante da obra.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 11. CA080
1975
Acerca da obra Lip Sync de Bruce Nauman
VIDEO ART USA
Um dos “poetas concretistas” de Nova York no início da década de 60, Vito Acconci passou a gozar de maior fama através de suas peças de caráter acentuadamente pessoal, batizadas, na época, de “arte corporal”. O uso desenfreado de material autobiográfico, em forma estilizada e a exploração quase violenta do próprio corpo tem exercido forte influência tanto sobre suas apresentações ao vivo como sobre suas instalações esculturais.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080
1975