ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações
Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSPArquivo de movimento
Walter Silveira
Eu gosto do video, eu gosto da imagem, dessa possibilidade de você ter a imagem, dessa imagem ser processada no tempo e você ter condições de trabalhar com o som também. O que fascina no video é a permanência ali do movimento da coisa, é você conseguir captar esse tipo de espontaneidade.
Walter Silveira, p. 9, TR 2133
1990
Hamilton Viana Galvão
Bom, a performance é a pintura em movimento pra mim.
Hamilton Viana Galvão p. 3. TR 2223
1984
Lygia Arcuri Eluf
Tendo dançado por muitos anos como a figura principal na Companhia de Marta Graham [ícone da dança moderna nos EUA], Merce Cunningham logo abandonou o estilo dramático e narrativo de Graham, bem como sua dependência às marcações rítmicas da música. Como Cage, encontrava a música nos sons cotidianos de nosso “environment”, e também para ele, andar, correr, ficar de pé, pular e toda a gama de possibilidades de movimentos naturais poderia ser considerada dança.
Lygia Arcuri Eluf, p.16, DT 3604.
1987
Lygia Arcuri Eluf
Em 1936, Albers chamou seu colega da Bauhaus Xanti Schawinsky para ajudá-lo. Como lhe foi dada liberdade para criar seu próprio programa, Schawinsky logo delineou seus estudos de performances como uma extensão das experimentações que haviam sido feitas na Bauhaus. “Esse curso não é nenhum treino para nenhum tipo especial de teatro contemporâneo; é um estudo geral de um fenômeno fundamental: espaço, cor, forma, luz, som, movimento, música, tempo; é um método educacional que almeja o intercâmbio com as artes e ciências usando o palco como laboratório e lugar para a ação e experimentação; o trabalho que realizamos é um conceito pictórico formal; é um teatro visual”, explicou Schawinsky.
Lygia Arcuri Eluf, p.13-14, DT 3604.
1987
VIDEO ART USA
Em Lip Sync, um dos filmes mais antigos na presente exposição, Bruce Nauman, à semelhança de Acconci, fez uso de seu próprio corpo como matéria prima para criação de uma gestalt, numa tentativa de vincular a tradição escultural dos aspectos fenomenológicos da dança de vanguarda e de trabalhos congêneres, relacionados com a movimentação do corpo.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080
1975
Guto Lacaz
É bom definir a coisa porque definir não empurra, definir movimenta. Se você define, vem algum outro cara e se opõe, ou então traz outra definição.
Guto, pg 6, DT3601
1984
Aguilar
A videoarte está muito ligado também à arte de performance, porque na realidade, a arte corporal – a arte do momento e o video têm uma coisa muito interligada, o exato movimento, determinar a espontaneidade, a força do momento e a integração com as pessoas também é uma coisa interessante.
Aguilar, pg 7 – FT0491
1980






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