ARTES DE FRONTEIRA hibridismos e experimentações
Uma leitura expandida do material de PERFORMANCE e VIDEOARTE no Arquivo Multimeios do CCSPArquivo de vanguardas
Sonia Salzstein
Vanguarda, entre outras coisas, também significa, segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, “a parcela mais avançada de qualquer grupo social”.
Sonia Salzstein p. 1 e 2. DT 1834
1978
Sonia Salzstein
(…) artista e obra aqui no Brasil devem lutar contra a corrente grossa de comerciantes semi-ignorantes que são os marchands (fato que implica na inexistência de um eventual apoio da entidade privada à produção de vanguarda (…); contra a carência de espaços públicos e privados(…); contra a inexistência de qualquer núcleo aglutinador voltado para a pesquisa em arte (…) e enfim a própria ausência de uma entida de artistas em torno das mesmas preocupações e objetivos.
O saldo, portanto, da arte experimental no Brasil atualmente, deve ser o remanescente débil dessas adversidades.
Sonia Salzstein p. 2 e 3. DT1834
1978
Wolf Vostell
A vanguarda descobre sempre épocas esquecidas que não fascinam mais a sociedade burguesa e que não podem mais ser, por assim dizer, exemplos. Ora, mostramos que os rituais das minorias são exemplos notáveis, são reflexos do humanismo e da expressão da liberdade humana.
Wolf Vostell – Catálogo geral 17ª Bienal de São Paulo. pg 320. DT3599
1983
Walter Zanini
Constata-se [na videoarte] a predominância da exploração visual na Europa, as múltiplas investigações da realidade nos EUA, favorecidas pelo seu hardware e uma idiossincrasia de elementos narrativos (ênfase no discurso verbal) nas vanguardas canadenses. Nos Brasileiros e outros latino-americanos, observam-se interesses tanto no que diz respeito a ideários estruturais quanto (principalmente) no que se refere a abordagens de problemas de conteúdo, onde se sobressaem os de natureza sócio-cultural, em ambos se situando a própria crítica da televisão e sua força de impacto em largos extratos de população culturalmente desamparadas. Estas diferenciações não podem obviamente se configurar em termos absolutos (…).
Walter Zanini – I encontro internacional de Videoarte de São Paulo. CA810
1978
VIDEO ART USA
Em Lip Sync, um dos filmes mais antigos na presente exposição, Bruce Nauman, à semelhança de Acconci, fez uso de seu próprio corpo como matéria prima para criação de uma gestalt, numa tentativa de vincular a tradição escultural dos aspectos fenomenológicos da dança de vanguarda e de trabalhos congêneres, relacionados com a movimentação do corpo.
Notas sobre a exposição VIDEO ART USA, pg 10. CA080
1975
Leon Ferrari
A arte marginal não se vende. A arte que se vende está no mesmo circuito da elite. Para se chegar a essa etapa de venda, do êxito do Dadá, de todas as vanguardas, você tem que ter a primeira etapa, da marginalização que você passa. Mas é uma etapa qu está compreendida dentro do sistema. (…) amanhã você pode vender sua obra.
Leon Ferrari, pg 26. DT1479
1980
Aguilar
A videoarte, num determinado sentido, agregou todos os artistas contemporâneos da vanguarda. (falando da década de 60)
Aguilar, pg 1 FT0491
1980
Lygia Arcuri Eluf
“A performance tem sido usada como meio de dar vida às idéias formais e conceituais nas quais o fazer artístico se encontra fundamentado. Também tem sido usada muitas vezes como forma de cotestar as convenções da arte oficial. Dentro da história das vanguardas do século XX a performance tem sido ‘a vanguarda das vanguardas’ (Roselee Goldberg – in, Live Art 1909 to the present)”.
Lygia Arcuri Eluf, pg 2 DT3604